18.1.10

Que esperas de mim afinal!?

Desconcertas-me ou fazes zangar-me…oiço de ti o que não espero ouvir. não naquele momento.E espero o que nunca ouvirei. Juro que tento compreender cada silêncio teu. às vezes, sinto-me usada, como se apenas precisasses do meu corpo para curar o teu, do que te magoaram, na pele e no coração. Das marcas que te deixaram no pensamento. Nunca serei uma cura. sabes isso bem melhor que eu. Mas tentas que eu seja um analgésico para a dor da saudade. ou nem sei se chego a ser isso. Talvez uma anestesia que, por momentos, te faz esquecer aquilo que não queres ser. Aquilo que não aceitas ser. e eu não entendo essa aversão a ti próprio. E se não gostas de ti, posso perguntar-te se, afinal, gostas de mim? Em beijos e nas mãos onde descansam as minhas, quando as puxas para ti. Nos beijos que trocas comigo, quando o tempo nos rouba os minutos, e os segundos, velozmente, ai ate parece que gostas!
Afinal que sou eu para ti? É mais fácil para ti, arremessares-me as críticas, apontares-me os defeitos do que temeres dizer-me algo que, às vezes, me faz falta ouvir de ti?
De nós já espero pouco. Já esperei tanto. Que isto passe, de todas as vezes que acontece; deste ciclo de tempestade e bonança entre nós; continuas a esperar que me entregue a ti com a mesma paixão de sempre. E eu, de ti já espero pouco mais que desejo. porque de ti, já nem sei se existe paixão. Ou se até existiu. O desejo ainda consigo entendê-lo, em quase imperceptíveis gemidos que me deixas no pescoço.
Resumo tudo a um desejo de estarmos juntos, de percorrermos o corpo um do outro.De consumirmos a urgência do desejo urgente de nos termos.Tens–me de corpo e alma.. mas sinto-te apenas o corpo. Talvez não te saiba tocar a alma. Amor. esse contempla mais que o acto. E o acto, precisa mais do que dois corpos, que se inflamam a toques de olhares. e os olhares precisam de palavras. e eu preciso delas. Agora mais que nunca.

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